A Nova Maternidade: Como Criar Filhos em um Mundo Acelerado Sem se Perder de Si
- AFIRMA! Marketing Digital
- 7 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

"Eu só queria conseguir tomar um café quente e pensar em mim por cinco minutos..."
Ouço essa frase com frequência. Vem de mulheres exaustas, generosas, intensas. Mulheres que amam profundamente seus filhos, mas que, em algum ponto do caminho, se afastaram de si mesmas.
Vivemos a maternidade em um tempo novo — diferente daquele das nossas mães ou avós. Um tempo em que a informação transborda, as exigências se multiplicam e o ideal de “dar conta de tudo” se impõe como meta silenciosa. Trabalhar, cuidar, educar, alimentar, participar, estimular, amar... e não esquecer de sorrir na foto.
Mas qual o custo emocional e mental de tudo isso?
A sobrecarga invisível: a carga mental da mãe contemporânea
Na neuropsicologia, falamos sobre a carga mental — aquele esforço constante de organizar, antecipar e gerir tudo o que acontece na rotina da casa, da escola, da vida. Muitas vezes, ela recai quase que exclusivamente sobre as mães, ainda que não se fale tanto disso.
Essa sobrecarga cobra um preço: dificuldade de concentração, fadiga crônica, ansiedade, insônia e até um sentimento persistente de culpa — por não ser suficiente, por não fazer o suficiente, por às vezes querer parar.
É importante lembrar: isso não é fraqueza. Isso é humano. Isso é real.
Amor não combina com perfeição
Uma das armadilhas da maternidade moderna é acreditar que amor se mede por presença constante, por perfeição inatingível ou por sacrifício silencioso. Mas amor também é limite, também é exemplo. E talvez uma das maiores lições que podemos deixar aos nossos filhos seja: "mamãe também é gente".
Quando uma mãe se cuida, ela ensina autocuidado.
Quando uma mãe diz “agora é meu tempo”, ela ensina respeito.
Quando uma mãe pede ajuda, ela ensina que não precisamos carregar tudo sozinhas.
Encontrar-se no meio da tempestade
Criar filhos em um mundo acelerado exige coragem. Mas também exige pausa.
Nem sempre conseguiremos controlar o ritmo externo — as cobranças, os desafios, o tempo que escapa. Mas podemos, pouco a pouco, reconectar com quem somos por dentro.
Às vezes isso começa com algo simples:
Dizer não sem culpa.
Respirar fundo antes de responder.
Aceitar que nem tudo será resolvido hoje.
Permitir-se pedir colo — sim, as mães também precisam de colo
Um convite ao cuidado
O projeto Quem Cuida de Quem Cuida nasceu justamente desse lugar: da necessidade de olhar com carinho para quem está sempre oferecendo cuidado. Nossas palestras mensais são encontros de troca, acolhimento e reflexão — um espaço seguro para mães, pais, professores e todos que carregam o peso (e o privilégio) de cuidar.
A próxima palestra, no dia 24/05, traz um tema muito especial:
“Culpa, Amor e Café Frio: A Jornada da Mãe Contemporânea”
Um convite para pensar, sentir e se fortalecer — juntos.
Se você é mãe, se sente perdida, cansada ou apenas quer um momento para respirar: você não está sozinha. E sim, seu café ainda pode voltar a ser quente.
Com carinho,
Carol — Neuropsicóloga
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